Física

A mesma Física que nos prende ao chão com a gravidade nos ensina como voar e dar vazão aos nossos sonhos com a aerodinâmica. Existe sempre essa dicotomia, como a luz que não sabe se é partícula ou onda… mas ela precisa ser um ou outro?

Inércia?Inércia?

Talvez o maior pecado da Física tenha sido tirar a terra do centro do universo e nos posicionar na periferia de uma galáxia marginal… mas quão ruim pode ser este ato que nos levou até a compreensão de que somos todos irmãos… todos viemos das mesmas mães… as mesmas estrelas.

Ainda assim, quase todo conhecimento aprendido sobre física são revogados em um local que apresenta sua própria física: o ônibus. O princípio da Impenetrabilidade diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço… a superlotação dos ônibus ri dessa afirmação. Leis sobre inércia e aceleração são esculachadas por alguns motoristas.

No entanto, meio do caos de leis físicas próprias para o ônibus, a termodinâmica persiste. Corpos vibram e a proximidade entre eles facilita a troca de calor, os vidros possibilitam a entrada de energia vinda do sol e ao mesmo tempo impedem que o calor sai… criando uma doce e agradável panela de pressão.

Essa mesma física nos permite através da combinação de R-22 e pressão criar um instrumento que viabiliza que nossos vereadores, dentro da câmara, possam desfrutar de um ambiente com temperatura controlada enquanto votam pela não adoção deste mesmo instrumento nos transportes públicos que a população usa.

Newton além de nos explicar a lei da inércia e de como é necessário aplicar uma força para mudar o estado das coisas, nos presenteou com uma terceira lei… que ficou esquecida… ou pelo menos ficou restrita a física.

“A toda ação sempre há uma reação de mesma intensidade e direção, porém sentidos opostos.”

Talvez a maior lei sobre forças não  venha da física e sim das ruas.

O povo não sabe a força que tem!!!

Agradecimento

Imaginem, no início da década de 90, em uma cidade do interior, de um estado que já é uma zona periférica do Brasil, professoras trabalhando em uma escola pública têm a sensibilidade de dar atenção a um garoto e viabilizar provas e documentações para fazer com que ele entrasse um ano antes na primeira série do fundamental, pois perceberam que ele perdia facilmente a atenção e começava a arrumar problemas.

Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim E agora você quer que eu fique assim igual a você É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?

“Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim / E agora você quer que eu fique assim igual a você / É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?” Mais do Mesmo.

Imaginem um garoto usar as férias para frequentar aulas particulares, pois ele, aos 10 anos, iria fazer um prova e concorrer com outras 300 crianças por vagas, naquela que era a escola pública boa da cidade.

Imaginem o garoto estudar, agora em uma escola privada, de 13h30min as 20h15min todos os dias, preparando-se pra outra prova, muito pior que aquela que ele fez 7 anos atrás. Tendo em média 3 professores para cada disciplina e, dessa vez, todo o material de apoio necessário.

Imaginem o garoto entrar na universidade e ter que viajar 2 horas para ir e 2 horas para voltar, todos os dias, de sua cidade até a capital… isso por 4 anos. Contando com o apoio financeiro do governo para as passagens e com o dinheiro dos pais para todo o resto, para que assim ele não precisasse se preocupar e pudesse se concentrar apenas nos estudos.

Imaginem esse garoto largando o curso técnico que fazia concomitantemente à graduação para poder fazer estágio e ter seu próprio dinheiro… ele não precisava… mas ao mesmo tempo ele “precisava”.

Imaginem o garoto conseguindo um orientador que, talvez por ainda ser bastante novo, entenda bem as diferenças, deixa o garoto livre. Deixa-o crescer como queria… para que talvez um dia ele floresça.

Imaginem a quantidade de professores que passaram pela vida desse garoto. Alguns ele encontra pelos bares da vida, outro ele já encontrou em posições invertidas de aluno e professor, outros ele nunca reencontrou… mas cada um tem uma parcela de culpa no que o garoto se tornou.

Imaginem o número de privilégios que esse garoto teve, pais com dinheiro no momento certo para pagar aula particular, para pagar escola privada, para pagar a alimentação…

Imaginem a quantidade de sorte que o garoto teve ao encontrar inúmeras pessoas que o ajudaram, desde as professoras quando ele tinha 6 anos… até os amigos que revisam seus textos e discutem suas ideias até hoje.

Imaginem se todos pudessem ter o mesmo que este garoto, se todos tivessem as oportunidades, se todos tivessem o tempo livre para estudar, se todos tivessem a melhor escola, se todos tivessem os melhores materiais, se todos tivessem a sorte de nascer em uma família que usava seus poucos recursos para a educação do filho, imaginem…

São tantas coisas para imaginar que, hoje, o garoto, apesar do esforço que fez… tem mais dívidas que méritos. Ele deve ao governo, àquela entidade que deveria redistribuir e prover a mesma oportunidade que ele teve, a todos. Ele deve a inúmeras pessoas que nunca verão seus filhos na universidade, mas que pagaram para esse garoto ter acesso.

Hoje, o título de doutor é, acima de tudo, um lembrete de que todo o conhecimento adquirido foi conseguido com suor e lágrimas de muitas pessoas e o mínimo que este doutor pode fazer agora é lutar para que outros possam ter acesso aos mesmos privilégios que tive.

Gatilho Emocional

Em um momento de perigo é liberada adrenalina no nosso corpo. O Sangue corre mais rápido, aumenta o fluxo de oxigênio no corpo, o cérebro fica mais apto a tomar decisões rápidas, as pupilas dilatam-se para melhorar a eficiência visual e o fígado chega a produzir mais glicose, gerando mais energia.

E se fosse vôce?

E se fosse você?

Toda a tensão daquele momento o fez recordar… Ele lembrou do dia que se conheceram. Um estava no local marcado esperando, enquanto o outro entrava com passos trêmulos, passos obrigados e todo o seu medo podia ser personificado em um único ser. Era uma luta entre David e Golias.

Ele não entendia a estratégia de seu algoz. Violência física não foi utilizada, sem privação de comida, com direito a horário para socializar, tudo parecia perfeito… mas no final ele ainda era obrigado a estar lá.

Ele lembrava do policial bom e do mal na hora do interrogatório no filmes. Ele pensa que essa é a técnica que estava sendo usada com ele… mas a mesma pessoa desempenha os dois papéis…algo deveria estar errado.

Os dias foram passando e a confiança foi sendo criada… Ele tentava resistir mas o lado bom do outro o cativava. No começo um gritava e o outro falava, depois um falava e o outro calava e no final os dois falavam, ou melhor conversavam.

Um lembrou de como o outro ser estava assustado no primeiro dia que o viu. De como ele demorou para se adaptar. Mas acima de tudo lembrou do rosto dele ao descobrir um mundo novo que sempre esteve ao seu redor mas que antes era indecifrável. Um ensinou o outro a andar… um aprendeu com o outro… e o medo se transformou em admiração.

As memórias são interrompidas. Um outro ordena de cima: Atira!!! De cima eles viam o dilema e se deliciavam com a cena executada pelos protagonistas antagônicos, ambos com o coração na mão e a alma nos olhos.

Lá em baixo, um está com a arma na mão e todas as lembranças na cabeça. Na mira o mesmo rosto familiar, porém agora mais envelhecido. Lembrou do primeiro dia quando foi obrigado a ir aquele local. Lembrou de cada letra que aprendeu. Lembrou que a mesma mão que agora segura a arma já segurou uma caneta e que foi aquele na sua mira que segurou sua mão para ensinar.

Risos, tiros e lagrimas…

Crueldade Animal

Era uma rinha imensa. Lá estava empregada a melhor tecnologia. Eles faziam parte da arena, mas não podiam sofrer danos como os demais que se degladiavam no ringue.

24b83-dominados2bpor2bla2bignoranciaVamos brincar?

Um dia os de cima descobriram o caminho “evolutivo” e superaram os de baixo. Eles dominaram, aprisionaram, machucaram e dobraram. Dobraram tanto que os de baixo não sabiam pensar como os de cima. Nem mesmo os de cima lembravam que um dia já foram iguais.

Os de cima viam e apostavam a vida dos de baixo, vendo o lucro crescer, cada vida uma cifra. Os de baixo não entendiam, cresciam como dava, matavam para não morrer. Darwin é cruel às vezes.

Os de cimas aprontaram cada espora, escolheram os mais violentos, ou melhor, eles quase que fabricaram os mais violentos. Os de baixo mostraram sua raiva e força. A rinha era seu momento de brilho. O grito, o sangue, a dor, a carne.

Os de cima viam aquela espécie brigar todo dia. Apostas altas no mercado negro. A lei proíbe, mas quem manda realmente sabe como contorná-las ou modificá-las. Os de baixo não entendiam a tecnologia usada para mantê-los presos. Sem grades aparentes, mas eficaz.

Os de cima através da tecnologia usada, enxergavam aqueles lá em baixo como coisas que não podiam fazer nada melhor: “Eles nasceram para brigar”. Os de baixo viam os próximos sendo engolidos. Todo dia alguém. Aquele era o único futuro possível. Eles atacam.

As apostas chegam a valores extremos. Não era uma vida por vez, agora eram várias, diariamente e de maneira distribuída. Os de baixo cresciam com seu destino selado ao nascer. Ainda filhotes já sofriam sem alimento e cresciam com medo, respondendo da única forma que aprenderam: Violência.

A tecnologia da rinha não era material. Ela agia diretamente na mente dos envolvidos. Fazendo os de cima verem que os de baixo eram bárbaros que estava ali porque queriam. Os de baixo olhavam para cima e continuavam a não entender como não podiam tocá-los.

A exploração se torna maior. Agora um show é criado. Alimentado diariamente com os horrores dos de baixo, para o deleite dos de cima. Com a falta de esperança do de baixo e a falta de empatia dos de cima. Com o diploma na mão do de cima e um vazio na mão do de baixo. Com o “jovem de classe media” de cima e o “traficante” de baixo.

A tecnologia era perversa e agora ela poderá ir mais além… Afinal, 16 é o suficiente?

Paixões

Era uma cerca que os separava. Dois montantes dispostos lado a lado, porem de forma antagônica, o bem de um era o mal do outro. O desejo de um era a falência do outro e acima de tudo o amor de um era maior que o do outro. A ascensão de um foi comemorada usando elementos de desprezo pelo outro e este se ressentiu e partiu para agressão. Racionalidade deixada de lado, a paixão os movia e a violência começou.

Eu SOU o correto seu burro!!!

Eu SOU o correto seu burro!!!

Uma outra hora ambos falavam de amor, de paz e de compreensão. Mas em um determinado momento as diferenças apareceram e de repente elas viraram maiores que as semelhanças. As verdades passaram para apenas um lado, mas qual? Deus estava vendo aquilo e sabia qual povo era o certo, mas qual? Juntos sobre o mesmo teto, iguais compartilham e se exaltam mostrando suas verdades e criticando os outros que não querem ou não veem. O amor que antes única agora faz com quem cada um aceite fazer o que antes era impensável. Eles se entregam a paixão e defendem com unhas e dentes suas crenças. Afinal, ele esta do meu lado.

Uma tela e um teclado os separava. Cada um com uma opinião diferente. Cada um em um lugar diferente. Cada um com uma classe diferente. Cada um com uma vida diferente. Ainda assim cada um era um brasileiro e com os mesmo direitos e deveres. Cada um escolheu um lado e quando a logica e a racionalidade terminaram o embate de puro ódio começou. Os pensamentos de um brasil melhor ficaram de lado enquanto que as enxurradas de palavras agredindo o outro devido suas escolhas burras. A unidade é esquecida e a paixão pelos ideais cria um vazio que só é preenchido com a desqualificação do outro.

Agora de maneira mais clara eles estão de lados opostos. Cada um defendendo seu pais, suas ideias, suas crenças suas paixões. Ordens foram dadas e serão cumpridas. Os tiros são dados sem hesitar, sem questionar, sem avaliar. Eles seguem as ordens dos superiores e caminham no fronte de batalha pois do outro lado esta um inimigo e não um ser humano.

Interessante como a paixão por coisas tão distintas e ainda assim iguais geram reações tão próximas. Não importa se é futebol, religião, politica ou guerra. A paixão de cada um supera a racionalidade e o preço é pago por todos.

Será que no final apenas as crianças são seres racionais?

La Seine

Apreciar o por do sol na beira de um rio, um lanche com os amigos, uma conversa sem compromisso. Quanto vale essas experiências?

         Viajar como hippie é bom…               mas com o cartão de crédito no bolso.

Naquela tarde cada um tinha uma história, cada um tinha um motivo para estar lá. Para a maioria deles, aquela era a primeira vez que se viam, mas por alguma razão tudo era tão mágico.

Os amigos o chamaram para o picnic. Era só passar no supermercado e comprar algo para beber, algo para comer e o resto era o calor humano. Todos se reúnem, cada um traz o que gosta. Uma apresentação rápida e todos começam a conversar. Tudo é novo, tudo é uma desculpa para outro papo.

Comida e bebida rolando. Os comentários são variados: eu gosto desse queijo; esse patê é bom; prova o pão; esconde o vinho a polícia tá passando. Tudo acontece naturalmente, comida, bebida, conversa e música.

Alguém pega os instrumentos e o batuque começa! Samba das antigas, lembranças de uma terra distante. A alegria contagia e o sol parece dançar. Seu reflexo nas águas adquire o movimento do rio e sua luz se esconde candidamente.

Como crianças ele comeram, conversaram, beberam e se conheceram. Como crianças eles esqueceram seus problemas e partilharam a felicidade das coisas simples. Dinheiro não compra aquela conversa, não compra aquele momento, não compra aquelas amizades. Mas, ainda assim, ele te leva pra sofrer em Paris.

Vai quem quer

Ao olhar para uma praia, suas belezas, formações e desenhos, é possível entender porque existem rochas nas laterais formando penínsulas e praias com areia no centro, dando à elas a característica forma da letra “U”.

Vamos falar do amanhã…

No começo, todas aquelas formações eram um só paredão de pedras que devido as lutas com as ondas foram deformadas. As pedras fortes suportaram as ondas e aprenderam a se adaptar e continuar no mesmo lugar de origem. As fracas foram definhando, recuando e ficando restritas a grãos de areia, cada vez mais distantes de suas irmãs.

Com o ser humano acontece o mesmo: Homens e mulheres nascem feitos de rochas e com possibilidades de estarem no mesmo lugar ao sol. Os fortes suportam as ondas e se adaptam às mudanças. A vida os pressionam e eles crescem se modificando e fortalecendo. Os demais, fracos ou que não aceitam as mudanças, vão definhando, recuando e se transformando em sombras das pessoas que já foram.

Os primeiros olham para trás e veem que avançam mais e mais. No entanto, a verdade é que são os segundos que recuam mais e mais, se escondendo, fugindo e fechando suas mentes.

As mudanças que passamos hoje, são passos necessários para melhorias. Adaptar-se e aceitá-las é a chave para seguir adiante. Essa verdade aprendida com a natureza pode ser negada por algum livro ou por pessoas que mantém o poder sobre outras, jogando com suas mentes e esfarelando-as até o ponto de sombras de fantoches, mas, ainda assim, as ondas da vida não param.

Herói

Quando pensamos em heróis lembramos-nos de quando éramos crianças, em um mundo em que heróis tinham poderes. Hoje todos falam de heróis ate mesmo alguns “jornalistas”. Como já bem dizia Raulzito: “… todo mundo tem que reclamar.”. Eles gritam alto, para que todos vejam, mas não fazem realmente nada.

Quem quer se render primeiro?

Não quero falar de profissões de heróis, como os professores. Esse qualquer idiota que saiba ler/escrever deve perceber a sua real importância. O engraçado é que justamente as pessoas que não sabem ler são as que possuem um maior respeito a esta arte.

Lembro- me da época em que vivia no interior, éramos crianças, com um mundo em descoberta e morar numa cidade pequena é uma benção nessa época.

Era um grupo de garotos indo em direção a um igarapé, talvez apenas para ver a natureza e desfrutar de coisas simples como andar na mata. No entanto encarar o igarapé era uma aventura e garotos amam aventuras.

Um dos meninos entrou na água e começou a se afogar, seu irmão mais velho ao ver isso pensou rapidamente e lançou sua camisa para que o irmão mais novo à segurasse e pudesse ser resgatado. No entanto, o irmão mais velho esqueceu-se de segurar a sua ponta da camisa. Camisa e homem ao mar, sem mais opções o irmão mais velho pulou na água para o resgate, alcançando facilmente seu irmão, e afogaram-se juntos, pois, somente naquele momento o mesmo lembrou que não sabia nadar. Um dos garotos mais velhos entrou na água e salvou os dois que estavam na parte rasa do igarapé.

Após uma rápida recuperação e muita encarnação eles voltaram para casa, cresceram e o irmão mais velho se tornou bombeiro(espero que hoje ele saiba nadar). Foi naquele momento na beira do igarapé que nasceu o herói.

Ser herói é simplesmente não fechar os olhos. É usar tudo que temos, e algumas vezes o que não temos, para ajudar quem precisa ou para ir contra aquilo que achamos errado. Hoje aprendemos a ignorar as coisas, a nos calar, a permanecer na mesmice, na normalidade.

Não acredito que foram nossos educadores que nos ensinaram isso. Então acorde, levante, abra os olhos e faça a diferença pois fechá-los é o mesmo que morrer.

Bom Dia!!!

No momento em que criarmos uma verdadeira I.A., falo de algo real e não as brincadeiras de crianças que temos hoje, significa que já estaremos superados.

"Mais humano que os humanos - é o nosso lema." {Blade Runner}

Este ser terá acesso a todo o conhecimento humano produzido até então e poderá melhorar-se, tornando-se cada vez mais inteligente e em pouco tempo todos os nosso bilhões de cérebros humanos serão ultrapassados por esse novo ser, e nem juntos poderemos superar sua capacidade de criação e de planejamento.

Depois disso, a IA estaria em todo lugar, podendo, nos substituir em praticamente qualquer atividade. Caímos em algumas perguntas crucíais: O que algo verdadeiramente inteligente faria conosco? Nosso bem? Nosso mal? Afinal o que é bom para nós?

Algumas visões possível já foram retratadas em filmes como I.A. baseado no conto upertoys Last All Day Long (escrito por Brian Aldiss). Nele existe uma inteligência artificial independente e consciente de sua própria existência. Temos uma IA que tenta ajudar os seres humanos, indistintamente de seus erros cometidos, ou seja algo que seria bom, mesmo vendo que fazemos coisas não tão sensatas.

Outra possibilidade é retratadas pelo filme O Homem bicentenário, nele o robô vai apresentando traços característicos do ser humano, curiosidade, inteligência e personalidade própria. Neste, podemos ver a IA tentando se tornar um humano, deixando sua própria existência de lado em favor de algo que ele considera melhor, ou seja, simplesmente viver como um humano.

Na sua obra, I, Robot (1950), Isaac Asimov fala de um mundo onde robôs terão inteligência própria. Porem através de um processo lógico a IA decide que os seres humanos precisam ser protegidos deles mesmo. Optando por aprisioná-los na tentativa de mantê-los vivos.

Qual visão esta certa? Lembro que nos desenhos alguns vilões tentam exterminar a raça humana, para então criar um mundo sem os problemas que temos, seria essa a coisa mais lógica? Nossa moral diz que não, mas o que é a moral senão uma desculpa para proteger os fracos?

Prometeu nós deu algo único e ate hoje não aproveitamos, nossa melhor característica é nossa maior fraqueza, a mesma ambição que nos motiva é a que nos cega. Me pergunto se estamos prontos para nosso avanços? Falamos em viagem no espaço, em criar robôs, células troncos, nano-tecnologia, mas ninguém se preocupa em dizer bom dia ao motorista.