Consquista

A primeira coisa que ocorre é aquela troca de olhares. Meio sem querer, de maneira despretensiosa. Quando os olhos se encontram o tempo pára por alguns segundos. Neste momento o universo se resume a dois olhos.

Depois do encanto inicial pela beleza, vem o arrebatamento pela essência. Você não a conhece realmente, mas naquele momento, crê que viu sua alma. Nua, se expondo, sem pudor. Você  à deseja.

Começa o período  da conquista. Um jogo de palavras, gestos, caras e bocas. Ela se esconde, brinca, dança, ri e revela-se. Você a vê como ela é. Sem os requintes, sem a maquilagem, sem a sombra. Você a vê crua e ama o que vê.

A dança continua. Ela já sabe que você a quer. Ela dança de maneira mais sensual. Chamando, cativando, encantando, quase machucando. Ela esta na sua forma mais atraente, sua forma bruta e natural. Suas formas estão claras aos seus olhos. Seus altos e baixos. O doce e o amargo. Tudo nela lhe embriaga.

Você já a despiu, mas ela ainda consegue fugir, desaparecer como fumaça. Mas ela volta. Rindo. Ainda mais provocante. Ela é tudo que você pensou. Um passo, uma mão, uma volta, um braço, um rosto e um beijo. Ela é sua.

A loucura passa. A Conquista foi realizada. Ela é mais uma para você agora. Mas você ainda olha pra ela de maneira especial. Sabe que ainda não terminou, sabe que precisa ir mais adiante. E o próximo passo será o mais difícil. De nada vale a conquista se ela não se tornar real.

Cabeça imóvel. Olhar perdido no horizonte. Tudo que vê é uma folha em branco e um desafio. Agora é a hora final. A hora de colocar a idéia que foi conquistada no papel.