Rei

Ele despertou naquela manha cinzenta, seus olhos vislumbraram até o limite dos seus domínios. Lembrou dos bons momentos que tivera naquela terra e de como foi feliz nesta vida. Onde pela manhã seus criados traziam-lhe café em seus aposentos. Eles pareciam felizes em servir a um senhor tão nobre.

Ele morava em seu castelo, com aposentos privados. Os criados moravam em outra residência dentro dos seus domínios. Quando precisava de um banho os criados vinham banhá-lo. Quando queria se divertir, os seus súditos o alegravam. Algumas vezes ele saia de sua propriedade, mas sempre acompanhado de alguns criados. Seu mundo era os seus domínios. Lá ele era o rei, o centro das atenções. Todos trabalhavam e viviam para ele.

Ele recordava do nascimento de alguns de seus criados, apenas dos mais novos. Não lembrava da própria família, de quem herdou o reino. Antes mesmo de ter nascido alguns dos criados já estava lá, sempre fiéis ao seu senhor.

Quando ele adoeceu os criados ficaram tristes, trouxeram médicos, remédios, orações. Os criados mais velhos eram fortes e escondiam as lagrimas, mas as crianças não conseguiam suportar vê-lo dessa forma. Elas choravam.

Aquela manha cinzenta foi a ultima que viu. Ele olhou com carinho para os seus criados. Ele não tinha herdeiros e tudo que era seu passaria para seus súditos. Ele estava feliz com isso, eles foram tudo para ele.

Seu enterro foi no quintal da casa, próximo de onde ele vivera. Com uma serie de homenagens, lagrimas, sorrisos e lembranças. As crianças choravam e se despediram de seu amado animal de estimação.

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