Três Porquinhos

Todo conto de fadas tem seu final feliz. Mas eles, na verdade, nunca terminam. Suas histórias continuam em ciclos como todas as outras. Nascendo, crescendo, reproduzindo-se, morrendo e renascendo.

Eles não eram mais os mesmo porquinhos bobos do primeiro conto. Suas historias se passam anos após a primeira; logo, eles cresceram. Não apenas em idade, mas em força e coragem. O lobo também não era mais o mesmo. O perigo era eminente, o inimigo conhecido e a lição já fora aprendida. A história havia lhes ensinado e não cometeriam os mesmo erros.

O primeiro porquinho, como bom engenheiro que é, construiu uma casa com os melhores aparatos de segurança: vigilância 24×7, portas com identificação biométrica, janelas a prova de bala, paredes antitérmicas, tudo controlado por um servidor com conexão criptografada. Tudo estava como o planejado até que o lobo conseguiu alguns códigos de acesso e pôs fim ao suíno.

O segundo porquinho, ao saber do acontecido, acionou o sindicado dos porquinhos. Eles fizeram uma assembléia geral e entraram com um pedido de uma ordem de restrição contra o lobo. Vários dos porquinhos envolvidos fizeram lobby junto a alguns juízes e conseguiram a ordem. Misteriosamente, alguns mudaram de opinião, gerando seu cancelamento. Resultado: mais um leitão a pururuca servido.

Enquanto isso, o terceiro porquinho, que trabalha como relações publicas, dá um “curtir” nas recentes peripécias realizadas pelo seu novo melhor amigo. O Lobo mau.